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Prova de Monte Verde

A prova de Monte Verde foi cercada de expectativas pela equipe NMSC.

Além de mais uma estréia –Rafael Wojcik, professor de montanhismo da Gláucia e da Jackie – esta foi a primeira vez que a equipe contou com 6 integrantes. Além de ser a primeira prova noturna da Gláucia, Jackeline e obviamente do Rafael. Tudo isso sem contar que o Filipe chegou de uma viagem a trabalho no sábado de manhã, e foi direto para Monte Verde, mesmo com suas terríveis dores nas costas que o afligiram durante a ultima semana.

A prova também foi encarada como a única experiência noturna para a equipe que vai disputar o Campeonato Brasileiro, que terá início em 12 de outubro de 2006 justamente com uma prova noturna na Serra do Curral em Belo Horizonte.

 

PRÉ PROVA

A preparação pré-prova contou com um detalhe ímpar: massagem para deixar em condições de prova o contador de passos da equipe, Filipe. Depois de 12 horas de vôo e uma aterrissagem em Guarulhos no dia da prova, às 6 da manhã, o Filipe se queixava de fortes dores nas costas.

Ainda durante a tarde de sábado, havia dúvida sobre a participação do Filipe, até que resolveu se submeter às habilidosas mãos da Márcia, esposa do Mario, navegador da equipe Big Blue. A massagista conseguiu colocar o nosso atleta em condições de andar.

Após a sessão de massagem, o Filipe optou por andar, porém com o Totem no braço direito e sem mochila (para não sobrecarregar as costas). E assim foi para a trilha sem ter certeza de como estaria sua contagem de passos ao longo da prova

A prova

A prova começou com um erro de metragem ainda no primeiro trecho. Por sorte, a organização já havia identificado o problema e pode destacar um assistente para corrigir as medidas de todos os competidores, sem maiores prejuízos aos competidores.

Até o neutro a prova foi tranqüila, sem muitos desafios de navegação ou contagem de passos. Isso foi fundamental para a equipe, que pode se estruturar e conhecer o desafio de uma prova noturna, antes dos maiores desafios. Depois do neutro, ao contrário, a prova ficou bem complicada.

Tivemos dúvidas de navegação em diversos momentos, porém, a perspicácia de nossos navegadores permitiu que acertássemos sempre o caminho. Outras equipes não tiveram a mesma sorte. Não foi raro encontrarmos equipes que normalmente fazem boas provas passarem por nós atrasados e correndo, enquanto nos mantínhamos dentro do horário ideal.

 

PODIUM

Infelizmente, ao sair o resultado da prova, percebemos que não andamos tão bem quanto havíamos achado. O grande motivo do resultado não ter sido tão bom foi a falha na contagem de passos do Filipe. Devido ao cansaço e às dores nas costas, a metragem do Filipe variou bastante durante a prova, fazendo com que a equipe tenha passado adiantada na maioria dos pontos de controle.

Mesmo com este problema, a equipe conseguiu um belo terceiro lugar, conquistando o primeiro podium em uma etapa noturna – e com menos da metade dos pontos do quarto colocado. Definitivamente, uma excelente performance.

 

EQUIPE FORTE

“Definitivamente temos uma equipe equilibrada e coesa”. Esta foi a opinião do Filipe e da Meire ao terminarem a prova.


Pela primeira vez, nossos mais antigos atletas tiveram a sensação de que a equipe já não depende de suas presenças. Desde a saída do Saltini no começo do ano, a equipe sempre foi composta pelo casal descachorrado e completadas por outros atletas. Desde então o desempenho da equipe foi fortemente influenciado pelo rendimento dos dois.

Desta vez, a impressão de ambos foi de que nenhum deles faria falta significativa para a equipe, e que provavelmente os outros 4 integrantes da prova teriam feito uma boa prova, mesmo sem a ajuda da dupla.

Mesmo com pouca experiência, os demais atletas da equipe estão de parabéns por sua maturidade trekkeira e pelo rápido desenvolvimento em tão pouco tempo.

Parabéns ao Claudenicio, Gláucia, Jackie, Rafael e também ao Madeira e a Monica que também fazem parte desta nova safra descachorrada de muito talento.

 

DESTAQUEs DA PROVA

A equipe finalmente adotou um grito de guerra para as largadas e chegadas da prova. Não que seja um SUPER grito de guerra, mas é algo único e que uniu os participantes. A partir iremos entoar este cântico em todas as largadas e chegadas.

O canto é algo assim:

(puxado por nosso Claudenicio, em ritmo do funk “Bonde do Tigrão”)

A equipe se abraça, formando um circulo, pula, gira e entoa:

Descachorrados!!!!
Uh, uh, uh, uh, uh!!!!
(bis)

Fora o novo grito de guerra, a Jackie nos deu o deleite de ouvir o seu “grito de desespero” no meio da trilha. Infelizmente, não há nenhuma onomatopéia em qualquer idioma que possa representá-lo. Jackie confirmou que estará a plenos pulmões para repetir os gritos de desespero na próxima prova noturna, no final do mês de outubro, na prova do Halloween da Copa North.

 

Fotos


Equipe Completa: Filipe, Jackie, Rafael, Glaucia, Meire e Claudenicio


Parada no Neutro


Chegada!!!


As condições da bota na manhã seguinte

Estatísticas da Prova

Colocação:

Colocação* Equipe Pontos
3 Nu mato sem cachorro 371
8 Perdigueiros 2.181
4 Hikers 1.082
7 Camelos 1.946
14 Choconhaque 7.382

*Participaram 17 equipes de Graduados B

Equipe: Filipe (contador de passos), Meire (navegadora), Gláucia (navegadora), Claudenicio (contador de passos), Jackeline (navegadora) e Rafael (navegador e chip)

 

Trekking é cultura!

O Enduro da Lua, 9º Etapa do Campeonato Paulista de enduro a pé, teve lugar na simpática vila de Monte Verde, na cidade de Camanducaia em Minas Gerais. Isso mesmo: Monte Verde é apenas uma vila e não tem status de cidade, como sua fama, muito maior do que a fama de Camanducaia, faz crer; além disso a prova, alcunhada “Enduro da Lua”, ocorreu durante o período no qual a lua está entre o Sol e a Terra, ou seja, no período de lua nova, no qual não se vê a Lua no céu!


AS ORIGENS DE MONTE VERDE


Em 1936, a região conhecida como Campos do Jaguari recebeu uma pessoa que mudaria a história do local: recém-casado, um jovem e empreendedor imigrante da Letônia chamado Verner Grinberg chegou aqui à procura de um lar cujo clima e paisagem lembrassem sua terra natal. Formando a Fazenda Pico do Selado, aos poucos a família Grinberg foi cedendo lotes para que amigos e conterrâneos construíssem casas e viessem viver na região. Esse povoado recebeu o nome de Monte Verde (tradução literal do sobrenome de seu fundador). Finalmente, em 1952 Verner Grinberg decidiu lotear parte da fazenda, o que atraiu principalmente letões, húngaros e alemães que deram início à construção de uma vila com aspecto tipicamente alpino.

A pequena vila cresceu devagar e pouco mudou durante muito tempo, mas nos últimos anos o aquecimento do turismo levou a um crescimento inevitável. Sob o olhar de alguns moradores preocupados com o progresso descontrolado, em fins dos anos 80 a estrada de acesso acabou sendo parcialmente asfaltada. Até hoje, pessoas dispostas continuam lutando para preservar as belezas naturais da região e manter as características originais da vila.

Monte Verde está situada em um vale no alto da Serra da Mantiqueira, o mais importante maciço montanhoso do país e que se espalha pelas divisas de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A Serra da Mantiqueira possui uma linha de cumes mais elevada que se inicia próximo a Bragança Paulista seguindo na direção norte-nordeste, delineando as divisas dos três Estados até a região de Parque Nacional do Itatiaia e daí continuando dentro do Estado de Minas até Barbacena, numa extensão de aproximadamente 500 km.

Monte Verde, fiel a estas características da Mantiqueira, tornou-se famosa por seus picos e seu clima frio, além de sua localização. Dista apenas 2 horas da cidade de São Paulo e reúne os mesmos atrativos da agitada Campos do Jordão, mas oferece a tranqüilidade de uma pequena cidade do interior.

A topografia acidentada da região é dominada pelas imponentes montanhas da Mantiqueira, cujos picos se elevam a mais de 2.000 metros de altura. Um passeio obrigatório para quem visita Monte Verde é percorrer os caminhos que levam aos mais altos pontos da serra: Pico do Selado (ponto mais alto de Monte Verde, com 2.083 metros), Pedra Partida (2.050) e Chapéu do Bispo (2.030).

A região é dominada por uma rica vegetação, formada por trechos remanescentes da Mata Atlântica (incluindo araucárias nativas com centenas de anos de idade), e que convivem com uma extensa área de “reflorestamento” com pinheiros e eucaliptos, espécies alienígenas que prejudicam a fauna e a flora nativas. Boa parte da mata original está hoje sob proteção governamental e constitui a Área de Proteção Ambiental (APA) Fernão Dias.

Essa grande quantidade de vegetação favorece a existência de várias espécies animais, em especial pássaros de diversos tipos. Uma quantidade impressionante de beija-flores das mais variadas cores dominam todos os cantos com o seu balé aéreo.

(informações obtidas junto ao site http://www.guiamonteverde.com.br/)

 
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